Informativo Mensal sobre temas ligados à Saúde Ocupacional e Segurança no Trabalho, Segurança em Transportes, Meio Ambiente e Direito Ambiental - fevereiro 2016 - Ed. 165

Agricultura saudável reduz emissões

O Ministério do Meio Ambiente participou dia 27/02, em Ouricuri, no território do Araripe pernambucano, do encerramento da Caravana Agroecológica e Cultural do Araripe. Cerca de 120 pessoas de todos os estados do Semiárido brasileiro participaram do encontro, iniciado no dia 25 de fevereiro (quinta-feira). Os participantes debateram no evento algumas experiências de famílias agricultoras da região que retratam as diferentes formas de produção, como os sistemas agroecológicos, irrigação, bovinocultura e alternativas para a convivência com o Semiárido.

 

Representante do Ministério do Meio Ambiente no encerramento, o diretor do Departamento de Combate à Desertificação do MMA, Francisco Campello, destacou que a agroecologia, mais do que a questão dos alimentos, é uma estratégia para o quadro de mudanças climáticas. “É também uma oportunidade da sociedade, via agricultura familiar, participar efetivamente dos compromissos que estão postos pela preocupação no mundo pelas mudanças climáticas”, ressaltou.

 

Segundo Campello, uma agricultura saudável, com base agroecológica, minimiza a emissão de carbono no solo, reduz o desmatamento ilegal e mantém os serviços ambientais. “Todos os esforços para convivência com o Semiárido integram, na verdade, uma ação estratégia de iniciativas adaptadas à seca, que permite o homem a conviver num ambiente árido com sustentabilidade, sem degradar o meio ambiente”, afirmou. Além disso, tal iniciativa apoia o combate à desertificação, numa ação de adaptação que se reflete no Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima (PNA).

 

O Plano é um instrumento elaborado pelo governo federal, em colaboração com a sociedade civil, setor privado e governos estaduais, que tem como objetivo promover a redução da vulnerabilidade nacional à mudança do clima e à gestão do risco associado a esse fenômeno.  “O importante é mostrar como somos parceiros de compromissos mais estratégicos que estão postos para a sustentabilidade do planeta”, destacou Campello.

 

A programação inclui ainda a apresentação dos resultados do “Estudo de Viabilidade Econômica e Ecológica dos Agroecossistemas do Semiárido”, realizado em três agroecossistemas do território do Araripe. A iniciativa é da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) em parceria com a ONG Caatinga, Rede Ater Nordeste, Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e o Instituto Nacional do Semiárido (Insa).

 

Fonte: MMA



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